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Cultura
António Variações
António Variações

Conhecido por António Variações, António Joaquim Rodrigues Ribeiro, filho de Deolinda de Jesus e Jaime Ribeiro, nasceu em Fiscal a 03 de Dezembro de 1944.
Durante a sua infância estudou na escola local e ajudava os pais no campo com as tarefas diárias. Aos 11 anos termina a instrução primária e tem o seu primeiro emprego em Caldelas. Aos 12 anos foi para Lisboa onde trabalhou como aprendiz de escritório, barbeiro, balconista e caixeiro.
Após cumprir o serviço militar em Angola, viaja para Londres em 1975 e Amesterdão onde descobriu um novo mundo e aprendeu a profissão de barbeiro. Esta experiência leva a que exercesse a profissão de barbeiro em Lisboa durante o dia e à noite dedica-se à música realizando espetáculos onde já exibia o seu visual excêntrico com vestuário colorido e adereços originais. As suas músicas já combinavam vários estilos musicais como o pop, rock, blues e fado.
Em 1978 assina contrato com a editora Valentim de Carvalho, mas não edita qualquer música. Só, em 1981, no programa “O Passeio dos Alegres” de Júlio Isidro, as suas músicas ficam conhecidas e começa a sua carreira.
Em Julho de 1982, já sob o nome António Variações, edita o seu primeiro single, com “Povo Que Lavas No Rio” de Amália Rodrigues e “Estou Além”. Um ano depois grava o seu primeiro LP “Anjo Da Guarda”, com dez músicas de sua autoria e que o transformará numa estrela popular à escala nacional, com os êxitos “É p´ra Amanhã” e “O corpo é que paga”.
Depois de percorrer algumas festas e romarias grava, em 1984, o seu último LP intitulado “Dar e Receber” e participa, pela última vez, no programa do Júlio Isidro “A Festa Continua”.
A 18 de Maio de 1984 é internado no hospital Pulido Valente e, posteriormente, é transferido para a Clínica da Cruz Vermelha, a pedido da família, devido a um problema brônquico-asmático.

Faleceu a 13 de Junho vítima de uma broncopneumonia e encontra-se sepultado em Fiscal, no cemitério da sua terra natal, onde, também, foi colocado um busto em sua homenagem do artista Arlindo Fagundes.
As músicas que estavam esquecidas junto com o seu património foram, recentemente, editadas por sete músicos portugueses e invadem as rádios e televisões do nosso país.

“Variações é uma palavra que sugere elasticidade, liberdade. E é exatamente isso que eu sou e que faço no campo da música. Aquilo que canto é heterogéneo. Não quero enveredar por um estilo. Não sou limitado. Tenho a preocupação de fazer coisas de vários estilos.”

 

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Atualizado em 04/07/2025
Ponto adicionado ao roteiro “nome do roteiro”