A Pousada de Santa Maria de Bouro é hoje, consensualmente, um importante empreendimento do conselho, não só pelo serviço em si, mas principalmente pelo facto de poder levar os visitantes e hóspedes a conhecer um pouco da história da região e não só.
De facto, o projeto de recuperação levado a cabo por Souto Moura teve em conta a preservação, tanto quanto possível, de aspetos arquitetónicos e decorativos do antigo mosteiro; além da introdução de elementos característicos do concelho de Amares, onde não faltaram a laranjeira, a vinha e o olival.
Por exemplo, a antiga cozinha continua a desempenhar essa função, assim como o refeitório, introduzindo luxo à construção antiga. O mesmo se pode dizer das antigas celas dos frades, hoje transformadas em 32 quartos de luxo.
O antigo lagar foi recuperado, outras dependências foram transformadas em locais de reuniões, conferências e exposições; apenas a sala do capítulo está subaproveitada.
Além da madeira e da pedra, o arquitecto usou novos materiais como ferro, o cofre, o aço, o vidro e o titânio, numa conjugação agradável à vista.
A recuperação do imóvel incluiu também a construção de novos equipamentos para os tempos modernos como piscinas, corte de ténis, salas de jogos, entre outras infra-estruturas.
Quem passar na estrada ou entrar no terreiro da pousada não deixa de reparar nas estátuas da fachada principal do edifício. Trata-se de figuras que de uma forma ou de outra estão ligadas à vida do Mosteiro. No primeiro nicho está a Sagrada Família, o que mostra a devoção que os cistercienses tinham a Nossa Senhora. A “identidade” da segunda estátua não é consensual, uma vez que está escrito D. Henrique, mas pensa-se que seja D. Afonso Henriques, enquanto duque, altura da construção do mosteiro. D. Sebastião, que suprimiu a comenda; o cardeal D. Henrique e D. João IV são as outras figuras que constam da fachada.